Uma Breve Entrevista com o Graffiteiro Brasileiro Cimpls
- onscuro music & art
- 8 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de abr.
Fizemos uma entrevista com o graffiteiro de Curitiba-PR: Cimpls!
Sim ele mesmo, fomos atrás de mais informações sobre a história do graffiti local, vejam como foi:
o que é graffiti para você?
O grafite é uma expressão juvenil que surgiu à margem da sociedade.
É um estilo ou técnica que consiste em realizar pinturas em paredes aparentes
da cidade com tubo de tinta aerossol, mais conhecido como spray. Ou seja,
pintar paredes ou qualquer superfície do ambiente urbano. Alguns são feitos
com spray, outros com sticker, cartaz e, às vezes, com rolo e tinta PVA.
Tudo isso de forma espontânea.
qual a diferença do graffiti pra pichação?
Graffiti e pichação não têm diferença; ambos ocupam as paredes das cidades,
usam a mesma técnica e possuem estilos distintos. O graffiti se relaciona com
a cor, com massas de cores, jatos e manchas de tinta. Já a técnica usada na
pichação se baseia em linhas e traços, feitos com apenas uma cor. No entanto,
são as mesmas técnicas com estilos diferentes.
como era o graffiti nos anos 90/00s em
Curitiba? mudou muita coisa? novos
estilos apareceram?
O graffiti nos anos 90 em Curitiba estava apenas no início. Tudo era diferente,
principalmente no quesito material: naquela época não existiam lojas
especializadas, e a maioria das tintas era improvisada. Ferramentas eram
criadas, e quase não havia informação sobre o assunto. Tinham poucas pessoas
pintando, e tínhamos que sair pela cidade à procura de graffiti. Antes, havia
estilos mais originais, pois não existiam tantas referências, o que levou o
pessoal a desenvolver estilos mais autênticos. Hoje, tudo mudou: há muitos
escritores por toda a cidade, lojas especializadas, diversos tipos de materiais
e muita informação que circula pela internet. Os estilos atuais são mais
padronizados; um escritor de graffiti copia do outro, e são poucos os
momentos em que alguns se destacam.
todo mundo na cena de graffiti
curitibana, e entre outros artistas de
outras cidades do Brasil sabem que você
conta histórias do graffiti local com
a revista destroy, conte mais sobre
envolver a arte gráfica com a arte urbana.
e como foi esse processo criativo e como
tudo começou?
Quando comecei no graffiti, por volta de 1996, a informação era escassa, como
mencionei. Tive que pesquisar muito para aprender e conhecer mais sobre o
assunto. A busca por informações era difícil. Consegui uma revista de graffiti
feita pelos Os Gemeos de São Paulo, e foi nela que realmente entendi o que é
graffiti. Comecei a trocar cartas com outros escritores fora de Curitiba e do
Brasil. Em 1998, comecei a fazer a revista Destroy e passei a ser conhecido
por isso, além de também fazer graffiti. Na minha trajetória, tudo se mistura:
minha história, a história da revista e a história do graffiti em Curitiba. A maioria
das pessoas que me conhecem são os escritores das antigas; sou pouco
conhecido pelos mais novos.




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